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ELEIÇÕES 2020

PT de Guabiruba deve apoiar Valmir Zirke nas eleições municipais

Presidente do partido analisa conjuntura política atual e tece elogios ao atual vice-prefeito

Postado em 17/03/2020 às 14:36 |

(Foto: Reprodução/Partido dos Trabalhadores)

Com 76 filiados e um representante na Câmara Municipal de Guabiruba, o Partido dos Trabalhadores (PT) tende a continuar apoiando a atual administração nas próximas eleições. Assim, o partido deve formar parte da coligação da situação, que deve ser capitaneada por Valmir Zirke (Prog), atual vice-prefeito da cidade e pré-candidato à Prefeitura.

Esse processo deve ser oficializado após uma convenção, instância legal para tomar esse tipo de decisão.

Vereador e presidente do PT de Guabiruba, Felipe Eilert dos Santos diz que vê a candidatura de Zirke como benéfica para o município. “O atual vice-prefeito é muito ativo e tem conhecimento de tudo que acontece hoje em Guabiruba. A não ser que seja feita alguma aliança ou a escolha de um vice que seja incompatível com os meus princípios e minhas convicções, aí talvez possa me fazer pensar diferente”, afirma.

Segundo o vereador, o partido ainda não tem um número definido de candidaturas à Câmara, porém há muitas pessoas dentro do PT consideradas com perfil de candidato. Embora o partido tenha alta rejeição na cidade, Eilert acredita que é essencial que o PT continue fazendo seu trabalho na cidade. “Santa Catarina como todo sul do país tem desde muito tempo essa característica conservadora de direita. Porém, é preciso diferenciar a política municipal da nacional. Em Guabiruba temos um grupo de filiados e simpatizantes, que são pessoas corretas com o mesmo pensamento e que fazem esse discernimento entre o que é certo e o errado na política. Todos os partidos possuem pessoas boas, honestas, políticos competentes e bem-intencionados. O mais importante é fazermos nosso dever de casa bem feito por aqui na nossa comunidade e que os dirigentes nacionais o façam da mesma forma”, defende.

O petista acredita que o partido falhou em não ter realizado uma autocrítica após as inúmeras denúncias de corrupção que foram realizadas. “Isso foi algo que incomodou bastante, pois acabou refletindo em mim também, mesmo não tendo nada a ver com o que eles fizeram de errado lá em cima. Na minha opinião, a punição deveria ser rigorosa aos que se envolveram. Por outro lado, o PT por ser vitrine por muito tempo pagou a conta sozinho pelos escândalos de corrupção que envolveram o seu governo, mas que tiveram muitos outros partidos envolvidos também, dentre eles o PP e o MDB”, aponta.

Ele também não poupa críticas ao Partido Social Liberal (PSL) que elegeu o presidente Jair Bolsonaro. “Atualmente vemos o exemplo do PSL, que elegeu o presidente Bolsonaro, paladino da moral e da honestidade, e que está encrencado com as candidaturas laranjas, com seu filho que ainda não explicou os diversos depósitos milionários suspeitos do seu assessor Queiroz na conta de Michele Bolsonaro e o envolvimento da família com os chefes das milícias do Rio de Janeiro. Nove dos vinte e dois ministros desse governo são réus ou estão sendo investigados. Ele (Bolsonaro) agora está tentando fundar um partido novo para descolar sua imagem do partido que o elegeu”, salienta.

As reuniões do partido ocorrem de forma presencial a cada seis meses, porém, diariamente os membros debatem através de grupos do WhatsApp sobre questões municipais e nacionais.

Eilert acredita que a visão sobre o PT foi distorcida pelos adversários políticos. “Ao meu ver, a impressão que ficou depois dos escândalos de corrupção e pelo fato do partido ficar tanto tempo no governo, é que ele era o único e exclusivo culpado disso. Outro fato é que muitos temem a volta de Lula. Partidos adversários e pessoas que tem interesse de chegar ou se manter agora no poder, tentam colar uma narrativa que o Brasil iria se tornar um país comunista, muitas vezes comparando com a Venezuela e Cuba, ou que o PT destruiu o país. Esquecem que chegamos a 6ª economia do mundo, vivemos o pleno emprego, que o país saiu do mapa da fome, que profundas desigualdades sociais foram amenizadas, enfim todos os avanços que o país teve nesses treze anos de governo de esquerda, tentam colocar por terra”, reforça.

Ele afirma que o partido necessita de uma renovação em suas lideranças. “Na conjuntura nacional, o PT desempenhará um papel importantíssimo de oposição ao governo atual. Não existe democracia sem oposição. É salutar ao processo, a garantia do debate e o confronto de ideias é que farão o contraponto, o questionamento, a fiscalização e até mesmo a sugestão de soluções”.

Mesmo com a aversão de grande parte da população guabirubense ao PT, o vereador foi o segundo mais votado em 2016, com 5,75% dos votos válidos e o sexto mais votado em 2012, com 5,79%. Para ele, a confiança dos cidadãos em seu trabalho é fruto de sua dedicação. “Tento fazer o meu melhor, dentro das minhas possibilidades e limitações, e sempre de forma propositiva. O pensamento é ajudar a população e o município a se desenvolver de maneira sustentável e responsável. Penso em defender as coisas que eu acredito, fica mais fácil. A população se identifica com as propostas e sentem-se representadas”, frisa, embora ainda não tenha se decidido sobre uma nova candidatura em 2020. “Talvez seja a hora de abrir espaço para outros nomes. Temos muitas pessoas boas no partido, e que tem perfil para candidatar-se”, finaliza.


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